ANTONIO GOTTARDI ADVOGADOS ASSOCIADOS -
OAB/SC 1123/06.
Rua 1822 nº 400 (Esq. 3º Avenida), Ciaplan Empresarial Sala 1001
Centro - Balneário Camboriú/SC CEP 88330-484
+55 (47) 3363-5088 | (47) 9955-5505 (OI) | (47) 3264-6198 | (47) 3366-2982
Artigos  
O Enigma das Escolhas e Suas Consequências:

Nesta semana “Dilemas e Desafios” por Antonio Gottardi, também passa a refletir sobre o cargo público mais cobiçado de Balneário Camboriú, o de prefeito, que já vem sendo discutido nas trincheiras politicas, apesar de faltarem aproximadamente 16 meses para as eleições.  

Ao contrário das discussões travadas em relação aos nomes dos pré-candidatos, na condição de eleitor, analisarei a questão como se fosse recrutador de talentos, com a missão de encontrar o profissional mais qualificado e indicado para administrar a máquina pública, usando o mesmo critério que utilizaria para escolher o gestor de empresa que poderia ser acionista, ou de médico que escolheria para salvar a minha vida, ou do advogado para defender meu patrimônio ou liberdade.

Tal afirmação se deve ao fato, que as decisões do prefeito, deflagrarão as mais diversas consequências em nossas vidas e futuro, ao passo que o dilema, é estabelecer qual o perfil a ser exigido para escolha do mesmo, se ao contrário do voto, realizássemos um processo seletivo com base nos currículos, entrevistas, testes psicológicos como ocorre na iniciativa privada.

Ao contrário do que eventualmente os críticos possam afirmar que tal método seria absurdo e antidemocrático, pois impossível comparar administração pública da privada, entendo, sem medo de errar, que poderíamos sim. Tal afirmação derivada do fato que, por exemplo: o Município de Balneário Camboriú possui orçamento e funcionários compatíveis a grandes empresas privadas instaladas em Santa Catarina, e tem como clientela aproximadamente 120 mil habitantes ou clientes. Por outra via, a única diferença que existe na gestão, mas que não é diferença, é o resultado, uma vez que na administração pública se objetiva o bem estar da coletividade, enquanto na iniciativa privada busca-se o lucro.

O desafio é estabelecer qual o perfil do gestor público para ser o prefeito do Munícipio de Balneário Camboriú a partir de 2017. Neste particular, é indispensável ter probidade, boa fé, inteligência emocional, comprometimento, liderança, empreendedorismo, como também conhecimento e formação e, sensibilidade para rever seus atos quando necessário. Penso que é necessário ao gestor público, capacitação por meio de especializações, mestrados, doutorados. Cursos no exterior e profundo conhecimento nas áreas de direito, administração, economia, gestão de pessoas, sobretudo gestão estratégica.

Por outra via, experiência é muito importante, embora, seu conceito não pode estar atrelado ao fato de já ter exercido o cargo público, mais sim, ao resultado pratico de seu exercício como administrador e, as consequências de seus atos. Ressalta-se como o nível de endividamento deflagrado em sua gestão e eventual prejuízo causado ao erário público, não sendo possível prevalecer à máxima “ ROUBA MAIS FAZ”.

A sociedade moderna, objetiva prefeitos mais técnicos do que políticos, com grande capacidade de interlocução com os setores da sociedade organizada. Compreendendo as amarras legais que se aplicam ao ente público, evitando desvios éticos pela incapacidade do entendimento das necessidades da investidura do cargo. Sendo imprescindível a capacidade de detectar quais as reais necessidades da coletividade e, naturalmente seu plano de ação factível para resolver tais demandas.

Acredito que devemos analisar a gestão pessoal do candidato. Observar sua caminhada como profissional, se é bem sucedido ou não, ou melhor, se dentro de seu meio profissional é conceituado, probo, responsável. A dita analise, deve ser realizada independente de o candidato ser: comerciante, mecânico, padeiro, motorista, encanador, empresário, médico, advogado, dentista, engenheiro, arquiteto, construtor, funcionário público e tantas outras profissões. Todavia é mais que importante avaliar se no seu meio profissional, o candidato logrou êxito em sua caminhada, vez que a diferença entre o sucesso e o fracasso, deriva do conjunto de decisões tomadas pelo profissional ao longo de sua carreira. Sabemos que, para Prefeito, não será diferente, pois o tempo todo terá que tomar decisões e, as consequências destas decisões, influenciarão diariamente na vida de todos os cidadãos, afinal as pessoas residem nas cidades.

Portanto, a decisão do eleitor, não deve ser pautada na beleza do candidato, no seu sorriso farto, no discurso inflamado, em promessas encantadoras, mas inexequíveis. Penso que, muito menos em candidatos que no seu ramo profissional, não tenham logrado êxito, ou pior, apesar de ter qualificação para o seu exercício, até hoje não as exerçam, inclusive por falta de habilitação para atuar na área escolhida. Afinal, até para conduzir um veiculo é necessário ter habilitação, imagine o inabilitado decidindo a vida da coletividade, possivelmente poderá ser um desastre ou como comumente se emprega a expressão “BARBEIRO” no transito. Por outro lado, tenho sérias ressalvas em relação aos candidatos que não tenham profissão, e que ao longo do tempo, se manifestam como politico de profissão.

A reflexão sobre o tema, resolveu meu dilema, estou certo que na condição de caçador de talentos e eleitor, não devo escolher candidato, que não tenha uma profissão, ou que não seja habilitado para exercê-la, ou ainda, que no exercício de sua profissão não tenha logrado êxito. Por outro via, também não acredito no politico de profissão, ao passo que para errar menos, devo escolher um candidato, que tenha extrema qualificação profissional, e que tenha êxito na sua atividade, o que por certo, garantirá no mínimo que tenha capacidade de lidar com as milhares de decisões a serem tomadas na condição de prefeito. Tendo como bem de vida perseguido, assegurar a felicidade de um povo, para tanto, contamos apenas com a opinião do governante, que precisará ter sabedoria, integridade, e capacidade de duvidar dos seus próprios julgamentos, oportunizando quando necessário mudar de ideia até em assuntos mais importantes que pensem ser certos, mas que depois encare o assunto de forma diferente. Além de ter o entendimento que os atos de governo devam ser realizados na conjugação do verbo sempre na primeira pessoa do plural, ou seja, sempre em beneficio da coletividade.

 

A força e eficiência de um governo, para assegurar a felicidade de um povo, seguramente passa pela escolha do prefeito, assim, para nosso próprio bem e pelo bem dos que virão depois, que possamos agir com inteligência e realizar nossa escolha, duvidando um pouco de nossa própria infalibilidade para escolher nosso prefeito. Privilegiar de forma intransigente a sua escolha com base na sua capacidade e não no seu sorriso farto ou propostas mirabolantes. Que Deus nos Ilumine!  

Voltar
Home | Histórico | Estrutura | Equipe | Áreas de Atuação | Artigos | Notícias | Mídia | Ação Social | Links | Contato
Desenvolvido por Aqui Cursos - Soluções para WEB